A pandemia causada pela Covid-19 impactou diferente esferas do nosso cotidiano. Do home office ao uso de máscaras em locais públicos, é impossível negar o impacto do Coronavírus em nosso dia-a-dia.

Um dos setores mais prejudicados pela mudança de hábitos em consequência da pandemia foi o turismo, que enfrenta um período de muitas incertezas e crise financeira.

Nos primeiros meses da pandemia, os principais aeroportos do mundo estavam sem qualquer vestígio de viajantes. Pontos turísticos como a Torre Eiffel (FR) e a Times Square (EUA)? Totalmente vazios.

Estas situações inéditas deixaram uma dúvida: como a pandemia afetou a performance do turismo? Desvendamos essa e outras perguntas neste artigo!

casal de idosos no aeroporto

O TURISMO E A PANDEMIA

Não é difícil entender o motivo pelo qual o turismo foi um dos setores mais afetados pela pandemia causada pelo Coronavírus.

A principal medida recomendada por especialistas em saúde e adotada por diversos governos foi o isolamento social – ou, para repetir o bordão, “fica em casa”. O turismo, no entanto, é uma atividade que depende intrinsecamente da mobilidade humana.

Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), o número total de turistas internacionais sofreu uma queda de 65% durante o primeiro semestre de 2020.

Estima-se que este declínio custou ao setor cerca de US$ 460 bilhões em receita. A cifra por si só já é impressionante, não é?

Mas a perda fica ainda mais assustador quando colocado em comparação: o prejuízo foi cinco vezes maior do que aquele registrado na crise de 2008. É a maior crise do século para o turismo!

cidade chinesa ao entardecer

QUAIS PAÍSES FORAM MAIS IMPACTADOS?

O desastre foi mundialmente generalizado. Ainda segundo os dados da OMT, todos os continentes registraram quedas superiores a 50% no setor de turismo no primeiro semestre de 2020.

A Ásia e o Pacífico foram os principais afetados, com 72% a menos de turistas internacionais. Em seguida estão a Europa (-66%), África e Oriente Médio (-57%) e, por fim, as Américas (-55%).

Países como Grécia e Nova Zelândia fecharam suas fronteiras. Várias das atrações mais famosas do mundo permaneceram de portas fechadas por longos períodos de tempo. Alguns exemplos são o Museu do Louvre (Paris) e os parques da Disney (Flórida).

Aos poucos, com o controle do número de infectados pelo Coronavírus, os países e atrações voltam a abrir suas portas. Mas não pense que tudo voltou ao normal!

Existem várias recomendações e restrições para o funcionamento das atividades turísticas em boa parte do mundo. O uso constante de máscaras, agendamento prévio para visitas e o distanciamento social são algumas das medidas mais comuns.

pessoa segurando bandeira do brasil no por do sol

E O BRASIL?

De acordo com estudo feito pela FGV Projetos, as atividades do turismo sofrerão uma forte queda no país.

Em apenas três meses desde o início da pandemia, o setor acumulou perdas de 87,7% bilhões segundo a Confederação Nacional de Comércio, Serviços, Bens e Turismo (CNC). Estima-se que, em 2020, o faturamento do setor terá redução geral de 38,9%.

No entanto, várias pesquisas apontam para uma retomada gradual e tímida do turismo no Brasil.

Em Minas Gerais, um dos destinos mais visitados do país, a melhora está ocorrendo aos poucos. Segundo relatório do Observatório do Turismo, em comparação ao mês de abril, julho apresentou aumento de 131% de voos domésticos no estado.

Não quer dizer que tudo está normalizado – o volume ainda é 92% inferior ao do mesmo período no ano passado. No entanto, é um indicativo de que o turismo está aos poucos retomando suas atividades.

Da mesma forma que no exterior, diversos protocolos estão sendo adotados para garantir a segurança dos turistas e trabalhadores do setor.

turista conferindo painel em aeroporto

NO QUE A PANDEMIA AFETA OS VIAJANTES?

Quem deseja viajar durante a pandemia precisa se programar ainda mais para evitar surpresas e manter a própria segurança.

Muitos locais exigem o uso de máscara, portanto, não esqueça das suas. Evite aglomerações e carregue álcool em gel sempre que possível.

É preciso pesquisar muito e se atentar para alguns pontos:

  • Ocupação dos hotéis: muitos locais estão com capacidade reduzida para evitar aglomerações;
  • Vários voos nacionais e internacionais continuam suspensos;
  • Alguns locais, como São Thomé das Letras (MG) e Fernando de Noronha (PE), permanecem fechados ou com restrições para a entrada de turistas;
  • Em boa parte do mundo os horários de funcionamento de bares, restaurantes e centros comerciais está reduzido;
  • Existem países que ainda estão barrando a entrada de brasileiros, portanto, pesquise muito antes de viajar!
turista de máscara apontando para um castelo

COMO O CONSUMIDOR ESTÁ REAGINDO?

Nos primeiros meses da pandemia, os dados deixam bem claro: a reação geral foi de medo. Muitas pessoas evitaram sair de casa, o que resultou em quedas altíssimas para o setor.

Com a retomada gradual, parte da população está se sentindo mais à vontade para voltar a viajar. No entanto, as viagens durante a pandemia têm a sua particularidade.

O mesmo relatório do Observatório do Turismo mostrou algumas preferências dos brasileiros para viagens no período.

A primeira delas é: viagens domésticas de curta distância, no estilo bate-e-volta. Outra tendência para o turismo é a preferência por programas mais exclusivos e locais mais isolados, evitando aglomerações.

Além disso, a preferência geral é evitar o uso de transporte coletivo e priorizar o veículo próprio.

mulher de máscara atravessando rua em Nova York

TURISMO EM TEMPO DE CORONAVÍRUS

O turismo durante a pandemia causada pelo Covid-19 sofreu um forte baque e, segundo organizações mundiais, a tendência é que a recuperação total aconteça somente em 2023.

No entanto, com ajuda de medidas de distanciamento e a adoção de protocolos de cuidado, estamos observando um retorno tímido e gradual do setor.

Segundo pesquisa realizada pela Opinion Box, os turistas veem a vacina contra a Covid-19 como o principal fator de incentivo para voltar a viajar. Resta agora esperar e observar os novos movimentos do setor.