Depois de muita espera, no início de outubro o governo britânico anunciou que o Brasil deixará a famigerada “lista vermelha”.

Essa é uma lista de um grupo de países que sofrem as maiores restrições de viagem por conta da pandemia da Covid-19. Isso quer dizer que está liberada a entrada no país para os viajantes brasileiros.

A partir da metade de outubro os turistas que já tomaram as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19 há pelo menos duas semanas poderão entrar nos países do Reino Unido sem precisar cumprir a quarentena de 10 dias que antes era obrigatória.

Vale ressaltar que os mesmos deverão apresentar o teste negativo para o corona vírus e o comprovante de imunização. As vacinas aceitas pelas autoridades sanitárias do país são a AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer.

Fotografia da roda gigante London Eye, em Londres na Inglaterra
London Eye, Londres

Brasileiros que tomaram a Coronavac, por exemplo, precisarão cumprir o período de isolamento para entrar no Reino Unido.

Ao todo foram removidos da “lista vermelha” o Brasil e mais 46 países, como Colômbia, Equador, Haiti, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.

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Como eram as restrições para brasileiros no Reino Unido?

Ao que tudo indica, a pandemia do coronavírus está começando a decair. Com o avanço da vacinação em todo o mundo, a expectativa é que a doença vá perdendo força a cada dia. Mas não há muito tempo o cenário no mundo não era nada esperançoso, muito menos no Brasil.

No dia 8 de abril de 2021 o país bateu um triste recorde. Foram registradas em apenas 24 horas mais de 4 mil óbitos decorrentes da covid-19. Novos casos da doença surgiam a todo momento, o que fez com que diversos países do mundo proibissem a entrada de turistas brasileiros e até de outras nacionalidades que tivessem passado por aqui.

Fotografia de uma rua movimentada em Londres, com ônibus vermelhos circulando.
Turistas tinham que ficar 2 semanas em hotéis monitorados pelo governo britânico

As restrições para os brasileiros, desde o início da pandemia, foram sempre bem duras. Muito também por conta da forma como o governo local lidou e, infelizmente, continua lidando com a pandemia.

Como já dito no início, teve um momento em que os brasileiros e outros viajantes que estivessem aqui eram proibidos de entrar em diversos países, como os do Reino Unido.

O próximo passo da restrição da entrada nos países por brasileiros e pessoas que cá estivessem foi a liberação da entrada daqueles que cumprissem a quarentena de duas semanas em hotéis monitorados pelo governo britânico.

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Qual o motivo da mudança?

É o sonho de muitos brasileiros conhecer a terra da rainha. O país chama a atenção de milhões de turistas todos os anos por conta da sua cultura, pontos turísticos deslumbrantes, sua rica história e muito mais. Porém, com a pandemia da Covid-19 o turismo sofreu um grande impacto.

Fotografia do relógio Big Ben, em Londres.
Big Ben, Londres

Não tem jeito, por mais desenvolvido e industrializado que o país seja, o turismo sempre terá seu espaço na economia. Para se ter uma ideia, segundo o WTTC, o World Travel & Tourism Council - Conselho Mundial de Viagens e Turismo, o Reino Unido pode ter deixado de arrecadar aproximadamente 28 bilhões de dólares só durante um pequeno período de 2021 com as restrições das viagens internacionais no país.

Só em 2019, os visitantes internacionais gastaram quase 50 bilhões de dólares no Reino Unido com turismo. Isso explica muito a razão pela qual as restrições diminuíram para diversos países, incluindo o Brasil.

Londres, na Inglaterra, sempre foi um dos destinos turísticos mais procurados por brasileiros que viajam à Europa, isso é um fato. O anúncio da exclusão do Brasil da “lista vermelha” é um passo importante para a retomada desse setor econômico tão forte.

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O que mudou e o que é preciso agora para entrar no Reino Unido?

Se você  é brasileiro e está com planos para visitar algum país do Reino Unido, como a Inglaterra, as notícias são as melhores possíveis para você.

Antes dessa mudança, os brasileiros que saíam do seu país natal rumo à terra da rainha precisavam cumprir quarentena de 10 dias em um hotel monitorado pelo governo britânico. Além de você perder 10 dias da sua viagem trancado em um hotel, o custo dessa hospedagem forçada girava em torno de 2 mil libras, o que dá mais ou menos 17 mil reais.

Fotografia da London Bridge tirada de uma das margens do rio, com pessoa correndo.
London Bridges, Londres

Mas graças ao avanço da vacinação e a diminuição dos casos da Covid-19 no Brasil, as restrições estão começando a diminuir. Se você está totalmente vacinado, ou seja, já tomou as duas doses da vacina ou a dose única, você não precisará passar por quarentena.

Mas atenção, o teste de Covid-19 ainda é obrigatório, antes do embarque e após a chegada no país. Você também precisará preencher um formulário de localização de passageiros, contendo todas as suas informações, como formas de contato e locais que irá se hospedar e até visitar.

Vale destacar que para o governo britânico, totalmente vacinado é quem está imunizado pelas vacinas que são aprovadas pelo Reino Unido, como a AstraZeneca, Pfizer, Moderna e Janssen. Ah, para poder entrar sem nenhuma restrição é preciso que a segunda dose ou a dose única, no caso da Janssen, tenha sido aplicada há pelo menos 14 dias.

É extremamente importante que você comprove sua imunização. Esse comprovante deve ser emitido por uma autoridade de saúde nacional ou estadual e deve estar em inglês, francês ou espanhol.

Nele é preciso que tenha seu nome completo, data de nascimento, marca e fabricante da vacina, data da vacina de cada dose e país ou território ou emissor do certificado.

Caso você não tenha sido vacinado pelos imunizantes citados acima, você precisará cumprir alguns requisitos.

Será preciso fazer um teste Covid-19 nos 3 dias antes de viajar, reservar e pagar os testes Covid-19 a serem realizados após a sua chegada, também preencher o formulário de localização de passageiros, fazer quarentena em casa ou no lugar onde você vai ficar por pelo menos 10 dias e após isso refazer o teste de Covid-19.