Se aposentar é como organizar uma viagem. O destino é o tipo de aposentadoria e é preciso escolher entre se aposentar por tempo de contribuição ou por idade, além de conferir se tem direito à aposentadoria especial.

Erros mais comuns na hora de se aposentar

O pagamento da sua viagem equivale a contribuição com o Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS. E por fim, passaporte, seguro, visto e outros demais documentos necessários para viajar, são os vários comprovantes necessários para dar entrada no pedido de aposentadoria. E claro, depois de tudo certo, em ambas a situações chega a hora de comemorar e aproveitar.

Brincadeiras à parte, é preciso muita organização e planejamento na hora de se aposentar. Mesmo que você pretenda continuar trabalhando, é importante não deixar a data passar, já que além de ser um direito seu, pode ocorrer alguma alteração na legislação e com isso, mudar tudo que já estava certo. E é claro, ninguém quer perder uma renda extra, não é mesmo?

E, como todo mundo sabe, a demanda no INSS está cada dia maior e a carência de servidores está alta, o que aumenta ainda mais o tempo de espera. Então, para evitar problemas com a demora e até erros que podem resultar em uma aposentadoria menor do que a de direito, fique atento a este texto.

Mesmo que não esteja nos seus planos se aposentar por agora, vale a pena ler essas dicas para facilitar lá na frente.

Os erros mais comuns na hora de se aposentar

Não examinar anteriormente o histórico de contribuições

Não examinar histórico de contribuições

Se o histórico não estiver completo, o seu pedido será negado. E por isso é crucial analisar bem o histórico antes, para conferir se realmente as contribuições estão completas.

Para isso, felizmente, é possível ter acesso ao documento pelo portal online do Meu INSS. Lá estão disponíveis documentos como o extrato de tempo e contribuições, que contém informações sobre todas as contribuições que foram feitas pelo contribuinte. Esse documento é o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

O CNIS é o primeiro documento que o INSS vai analisar quando você der entrada no pedido de aposentadoria. E se ele não estiver completo, ou seja, não estiver com o número necessário de contribuições, o seu pedido será indeferido.

Por isso é muito importante não cometer esse erro. Então, verifique todas as informações referentes aos vínculos de emprego, com datas de entrada e saída, além de possíveis recolhimentos individuais, quando há prestação de serviço de forma autônoma.

Essa análise deve ser feita bem detalhadamente, olhando item por item, para evitar que o pedido vá para o Instituto com algum erro. E como já foi falado, caso isso ocorra, a solicitação será negada e a demora será ainda maior, ou, caso aprovada, o valor poderá ser inferior ao de direito.

Então, se durante a análise do CNIS algum erro for notado, para corrigi-lo é possível fazer enviando a solicitação através do próprio pedido administrativo de aposentadoria ou em um pedido à parte, para correção de informações.

Para isso, será necessário enviar provas, como dados da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), entre outros documentos que ajudem no processo.

Não analisar as Guias da Previdência Social (GPS)

Não analisar a GPS

É muito comum as pessoas contribuírem de forma individual para o INSS. Seja por um trabalho autônomo ou por um período de desemprego em que o cidadão preferiu contribuir para não perder tempo de aposentadoria. E por isso, é importante não deixar de observar bem as GPS durante o pedido de aposentadoria, além de notar se essas informações estão no seu CNIS.

A contribuição autônoma pode ser facultativa ou de contribuinte individual e cada uma tem um tipo de pagamento. Se enquadra como contribuinte individual o trabalhador que é autônomo, e portanto, exerce uma atividade remunerada. Já o facultativo se refere ao trabalhador que exerce atividade não remunerada, como no caso das donas de casa, ou que não está exercendo alguma atividade remunerada.

Além disso, tem a diferença na alíquota. A de 11% incide sobre o salário mínimo vigente e é utilizado apenas em aposentadoria por idade. A alíquota de 20% é para os demais faturamentos e é utilizada em todos os tipos de aposentadorias.

É preciso se atentar se no CNIS conta o mês, o valor e o tipo do pagamento conforme a GPS. É mais comum esse erro acontecer quando se trata de contribuições que foram feitas pelo pagamento da GPS antiga. Por isso é importante guardar os comprovantes de pagamento das guias.

Não dar a devida atenção para períodos referentes a atividade especial, rural, serviço militar ou aluno aprendiz

Essas atividades fazem total diferença para a sua aposentadoria. Essa diferença é sempre positiva, seja referente ao aumento do benefício ou à diminuição do tempo necessário de contribuição. E, mesmo que o período tenha sido curto, não devem ser esquecidas.

É comum esses períodos não estarem detalhados no CNIS, assim, muitas pessoas nem lembram deles, principalmente quando se trata apenas de um breve momento da vida laboral.

Para isso, é importante ter documentos que comprovem essas atividades. Para atividades especiais é preciso do Perfil Profissiográfico Previdenciário, o PPP. Para atividade militar, um documento é a Certidão da Junta Militar. Já para o período referente ao trabalho rural e para aluno aprendiz, é preciso ter mais atenção, já que necessitam de uma série de documentos específicos.

Planejamento e organização

Para não perder tempo ou dinheiro, é essencial que haja um bom planejamento da aposentadoria antes de entrar com o pedido junto ao INSS. Para isso, é preciso paciência e conhecimento.

Então, se você mudou muito de emprego, possui muitos períodos de contribuição individual e realizou atividades especiais, pode ter certeza que será bem trabalhoso analisar e coletar os documentos necessários.

Desse modo, contratar um profissional especialista em direito previdenciário pode ser bem útil. Além disso, não deixe para última hora e nem envie documentos sem ter a certeza que seu conteúdo está completo e certo.