A cada ano que passa, as lojas online vêm ganhando mais força.

Atualmente, o perfil do setor está se ampliando cada vez mais, passando por utensílios de supermercados e farmácias até móveis, óticas e roupas. Hoje tudo é possível de encontrar no cenário da internet e nos E-commerce, os chamados comércios eletrônicos que muito se escuta falar por aí.

Fotografia de mulher negra com cabelo cacheado sentada em sala de estar usando notebook com cartão de crédito na mão
Em 2020 o mercado de compras online cresceu 48%

Com o período da pandemia, no início de 2020, o setor se intensificou ainda mais, já que grande parte da população estava em casa e começaram a apostar cada vez mais nesse tipo de comércio e lojas online.

No ano passado, o crescimento foi de 48% e, como consequência, diversos outros setores acabaram ganhando com essa ascensão do universo das compras online.

Porém, junto disso, alguns problemas acabam surgindo por falta de informação do comprador e quais os direitos que cabem a ele nesse universo. Em alguns casos, é normal conhecermos pessoas que já deixaram de comprar algo por falta de segurança e, por isso, acabaram não finalizando o processo.

Porém, felizmente, os consumidores do mundo digital estão muito bem assegurados hoje em dia por leis que estabelecem algumas obrigações que devem ser seguidas pelo e-commerce, como, por exemplo, as regras de desistência da compra e devolução, caso o produto não seja como o esperado ou não queira realizar a troca, até o prazo da entrega que deve ser cumprido pela empresa.

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Qual a importância da compra online?

Hoje em dia, realizar compras no meio digital se tornou algo extremamente vantajoso. Dentro da nossa casa, conseguimos ter acesso aos produtos de forma rápida e prática e muita comodidade sem ter que ir às lojas físicas e encarar filas, barulho e lojas lotadas.

Com isso, o consumidor já acaba poupando um bom dinheiro, que gastaria com gasolina, passagem ou aplicativo de motorista, e também o seu tempo. Além disso, há uma gama imensa de produtos e que, em poucos minutos, o consumidor consegue sair de uma loja e ir para outra completamente diferente da anterior.

Fotografia de mulher sorrindo ao segurar celular e cartão de crédito. A mulher é branca de cabelo castanho longo e está numa sala com iluminação natural vindo do sol
Um grande fator a favor de compras online é a disponibilidade 24h do serviço

Na internet, o consumidor vai conseguir realizar uma pesquisa entre todas as lojas (de preferência aquelas que ele sentir mais segurança), e ter muitas opções de formas de pagamento.

Hoje em dia, várias lojas online aceitam cartão de crédito, débito, boleto, Picpay, paypal, pix e por aí vai. Além de contar com várias formas de parcelamento, o consumidor também vai ter diversos sites que costumam disponibilizar cupom de desconto na internet.

Muitas lojas liberam acima de x valor no total da compra ou desconto de primeira compra do cadastro que está realizando a compra. Isso é bem fácil de achar por aí, então, aproveita!

Outra vantagem, que pode até parecer besta, mas que é uma qualidade e tanto, é o tempo de funcionamento. Nas lojas digitais, o horário é integral! Ou seja, você não precisa sair correndo pra chegar a tempo ou dar de cara com a loja fechada porque confundiu os horários que a loja estaria funcionando.

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Mas mesmo com essas vantagens, é comum a gente se sentir inseguro na hora de fechar o pedido e deixar os dados dos cartões por ali. Mas atualmente, como muita coisa na internet, isso é fácil de investigar e tentar se sentir mais confiante.

Hoje em dia é muito fácil encontrar diversos sites que os consumidores relatam suas experiências, além dos próprios comentários que podem ser feitos nos endereços das lojas online. Sempre quando vemos pessoas contando como foi a compra, como chegou e um comentário extra sobre a loja.

Ah, e também com a alta das redes sociais, é muito válido acompanharmos as lojas por lá e ver a transparência que a loja preza manter com os clientes. Isso também ajuda a entender o respeito que a loja tem e o nível de confiança dela no mercado.

Quais são meus direitos numa compra online?

Uma das coisas mais importantes é saber quais são os direitos que cabem a nós consumidores. Isso se torna ainda mais relevante quando estamos em um terreno digital e com novidades constantes.

Quanto mais nos informamos, mais teremos chances de ter uma experiência positiva nas nossas compras e vamos ter menos dor de cabeça caso algo não ocorra da forma que idealizamos.

Devemos sempre lembrar que, por direito, todas as informações devem estar explicitadas de forma adequada no site da empresa. Ou seja, o produto ao qual se refere, deve estar explicitado de forma completa e com todas as informações referentes a ele, como a cor, dimensão, formas de uso e cuidados, faixa etária de uso, entre outras.

Para além de ser assegurado como um direito do consumidor, isso demonstra o nível de seriedade que a empresa tem enquanto atua no mercado, assim como o respeito pelo consumidor e a preocupação de que todas as informações cheguem até ele de forma simples e bem esclarecida.

Outra coisa que os clientes devem ficar atentos é em relação aos termos e condições da empresa. É válido darmos uma lida e entender quais são as políticas da empresa.

Homem sorrindo usando notebook e segurando cartão de crédito. O homem é branco e possui barba e cabelo castanho escuro, e está usando moletom cinza.
O direito de troca do consumidor tem prazo a partir de 30 dias

Outro direito muito importante que o consumidor pode se assegurar é em relação ao arrependimento em até sete dias. O art. 49 do Código de Defesa do Consumidor estabelece que quando a compra é feita em um ambiente que não seja o estabelecimento comercial normal o cliente tem até sete dias úteis para que possa se arrepender e desistir da compra.

Esse prazo começa a ser contado a partir do dia em que o produto foi recebido. Quando o produto apresenta algum tipo de imperfeição ou dano, esse serviço de desistência vai ser realizado sem qualquer tipo de custo.

Seguindo o mesmo assunto, outro direito que devemos estar sempre atento é em relação à troca e devolução. Após os sete dias da possível desistência do negócio, o consumidor tem até 30 dias para o prazo de troca e devolução de produtos não duráveis. No caso de produtos duráveis, o prazo se estende para 90 dias.

O direito à garantia também se aplica no meio digital, podendo ser oferecidas como garantia contratual, que é uma garantia acordada por meio de um documento formal entre a empresa e o consumidor, e a garantia estendida, que é uma garantia que vai ser paga pelo cliente com o objetivo de assegurar ele por mais tempo.

Para transmitir um pouco mais de segurança durante a compra, o consumidor deve estar ciente que há um direito que preze pela segurança durante o pagamento. Com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), é necessário que as lojas contem com políticas de privacidade e proteção de dados de forma clara.

Por fim, devemos ter sempre em mente, que as empresas têm que transmitir transparência nas propagandas, sendo facilmente interpretadas pelos consumidores. Além disso, o e-commerce deve sempre tratar o cliente com eficiência e notificar sobre a situação do pedido de forma rápida e exata.

O que fazer caso haja problema na sua compra online

Fotografia de mulher em cafeteria falando ao celular enquanto segura um cartão de crédito. A mulher tem o cabelo preso em um coque e possui expressão preocupada.
Saber em que canais fazer a reclamação para o seu problema é essencial

Porém, apesar de existirem tantos direitos, volta e meia ainda encaramos alguns problemas e que nos demandam tempo para conseguir resolver. Caso aconteça algo com você, o primeiro lugar que devemos recorrer é aos canais de atendimento da loja em que a compra foi realizada.

Mas, se o problema não for resolvido com os próprios fornecedores, existe um site que se chama Reclame Aqui, no qual consumidores que tiveram algum problema abrem uma reclamação pública na busca de tentar resolver o problema.

Se mesmo dessas duas formas o problema continuar intacto, o consumidor pode se manifestar no site do Procon. E, como última alternativa, caso a situação continue da mesma forma, o consumidor pode abrir uma ação judicial contra a empresa.