Hoje em dia, a cirurgia plástica não é mais vista como algo restrito. Diferente de anos atrás, quando a cirurgia plástica era considerada algo exclusivo para as mulheres ricas, hoje a coisa mudou. Atualmente ela é mais acessível, é para ambos os sexos, é para todas as idades, é para todo mundo.

Na maioria das vezes, a escolha do médico que fará a cirurgia plástica é feita através de indicação. As pessoas buscam informações com pessoas próximas que já fizeram esse tipo de procedimento. Essa é uma prática recomendável, mas não o único cuidado que se deve tomar. É fundamental visitar o médico, seu consultório e confirmar se ele faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Mas apesar de todos os cuidados, problemas ainda podem surgir. Na maioria dos casos, a cirurgia plástica é um procedimento relativamente simples, mas ainda assim é uma cirurgia. Ela pode se tornar perigosa e algumas complicações podem interferir. Os casos mais comuns são de infecções, trombose ou rompimento de pontos. Pacientes que têm doenças crônicas como anemia ou fazem uso de anticoagulantes são mais propensos a passar por esses tipos de complicações.

Alguns fatores fazem com que as chances de complicações nas cirurgias plásticas sejam maiores. Entre os mais comuns são a cirurgia durar mais de 2 horas e em casos de anestesia geral. A melhor maneira de diminuir os riscos nesse tipo de procedimento é se informar detalhadamente sobre o tipo de cirurgia que irá fazer e sobre seu médico.

O que é considerado erro médico em uma cirurgia plástica?

Infelizmente, o erro médico é um assunto que está cada vez mais em pauta. Nos últimos anos, os casos de procedimentos médicos que deram errado aumentou quase 300%. Segundo o Conselho Federal de Medicina, o erro médico é caracterizado como “Mau resultado ou resultado adverso decorrente da ação ou da omissão do médico. Sendo por inobservância de conduta técnica, estando o profissional no pleno exercício de suas faculdades mentais. Excluem-se as limitações impostas pela própria natureza da doença bem como as lesões produzidas deliberadamente pelo médico para tratar um mal maior”.

Ou seja, há erro médico quando é constatada negligência, independentemente do resultado ser satisfatório ou não. Porém, essa regra não se aplica exatamente assim quando o assunto é cirurgia plástica. Nesses casos, o resultado é o que realmente importa.

Números sobre erro médico em cirurgia plástica

O brasileiro sempre foi um povo muito criativo e vaidoso. Muitas tendências estéticas são criadas e lançadas daqui para o resto do mundo. A brazilian wax é um grande exemplo disso. E essa vaidade se reflete também no número de cirurgias plásticas por aqui, que cresce a cada ano. Um estudo realizado em 2017 pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética evidencia um aumento de 5% no número de cirurgias plástica no Brasil.

Para se ter uma ideia em como o número de cirurgias plásticas cresce, o país já ocupa uma posição de destaque quando o assunto é procedimento cirúrgico estético. Ficamos à frente de países como Japão e México, ficando atrás somente do todo poderoso Estados Unidos.

Mas junto com esse grande número de procedimentos vem também o grande número de erros médicos. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo mostra em seus dados que os números de queixas em relação a cirurgias plásticas explodiram. Para se ter uma ideia, em 2015 foram 10 denúncias. Já em 2016 o número pulou para 27 e em 2017 alcançou 68. Vale lembrar que apesar do aumento das queixas, esses números não representam verdadeiramente a realidade. Isso porque muitos pacientes não vão atrás dos seus direitos.

Em muitos casos, onde existe a comprovação do erro, muitas pessoas optam por não buscar a reparação. Os motivos vão desde a descrença no Judiciário brasileiro, medo dos custos e demora dos processos, bem como o abalo emocional que sofreram devido ao erro.

No Rio de Janeiro, só em 2017, foram iniciados 484 processos de danos morais e materiais por erros médicos em cirurgias plásticas. Segundo levantamento feito pelo jornal O Globo, a cada 22 decisões de ações de indenização por erro médico, uma é referente a cirurgia plástica.

Casos mais conhecidos de cirurgias plásticas que deram errado

Nos últimos anos, casos de procedimentos estéticos que deram errado chocaram o Brasil. O Dr. Bumbum e da falsa médica Patricia Silva dos Santos, conhecida como Paty Bumbum são os que mais chamaram atenção. O que fica claro é que o erro médico é, infelizmente, algo comum. Existem casos absurdos que chegam a beirar o inacreditável. Por isso, conhecer bem o que foi feito de errado é fundamental para que não se repita.

Como já visto, o Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. Somos o país onde a beleza e a vaidade é exaltada ao extremo e isso gera consequências. Em média 8 pessoas morrem no país, por ano, em cirurgias plásticas que dão errado. Confira abaixo os casos mais conhecidos:

Raquel Santos: o caso de Raquel Santos chocou o Brasil em 2016. A jovem na época tinha 28 anos e era finalista do concurso Musa do Brasil. A tragédia aconteceu durante um procedimento estético de preenchimento no rosto.

Pamela Baris Nascimento: essa jovem modelo faleceu aos 27 anos. Pamela era modelo e ex-assistente de palco do Rodrigo Faro, na Record. Ela teve complicações durante uma lipoaspiração. Seu fígado foi perfurado pelo médico, o que ocasionou muita perda de sangue e consequentemente uma parada cardiorespiratória.

Louanna Adrielle Castro Silva: no mesmo ano da fatalidade de Pamela, a também modelo Louanna, de apenas 24 anos, morreu durante uma cirurgia para colocar silicone. Ela sofreu uma parada cardíaca e veio a óbito ainda na sala de cirurgia.

Conheça algumas curiosidades, dicas e mitos sobre cirurgia plástica

Alguns dados são interessantes para compreendermos como a cirurgia plástica vem se tornando algo cada vez mais comum na vida dos Brasileiros. Segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery, mais de 2 milhões de cirurgias plásticas são realizadas no Brasil anualmente.

A lipoaspiração e o silicone nos seios são os procedimentos campeões. Apesar do grande número de mulheres, os homens também pegam uma fatia significativa no número de cirurgias.

Alguns mitos são criados e difundidos por muitas pessoas, mas vamos esclarecer ponto a ponto e cada curiosidade que existe sobre esse tema.

  1. É necessária uma preparação prévia para cirurgia plástica estética?

Essa é uma pergunta muito comum. Mas a resposta é sim. Como em todos os procedimentos cirúrgicos, é necessária uma preparação prévia para que não aconteça imprevistos. É fundamental que logo na primeira consulta o médico conheça o histórico do paciente e analise minuciosamente sua saúde em geral. Isso antes mesmo de se aprofundar nos motivos que o levaram a fazer esse procedimento. Cuidados com o pré-operatório são importantíssimos também.

2. Uso de remédios e sedentarismo interferem na cirurgia plástica?

A resposta aqui é um tanto quanto óbvia. Fazer uso regular de medicamentos, ser sedentário e estar acima do peso aumentam os riscos de inferências no procedimento cirúrgico. Por isso, informe ao seu médico tudo o que se passa em sua vida.

3. Abdominoplastia é somente para mulheres?

As mulheres são as que mais fazem esse tipo de procedimento. Isso porque após a gestação, a região do abdômen costuma ficar mais flácida, o que requer algumas correções. Mas o número de homens que têm buscado esse tipo de melhoria só aumenta.

4. Cirurgia plástica tem relação com transtornos mentais e autoestima?

É consenso que a cirurgia plástica tem um enorme poder sobre a melhora da autoestima na vida das pessoas. Isso porque ela consegue atenuar desconfortos físicos que causam problemas emocionais. Casos de correção de mama nas mulheres e ginecomastia nos homens são os casos mais comuns desse tipo de situação.

Indenizações nos casos de erro médico em cirurgia plástica

Como vimos neste artigo, os erros médicos provenientes de cirurgias plásticas têm suas particularidades. Mas alguns casos servem como base e parâmetro para os próximos. Um exemplo famoso de indenização nesses tipos de casos é de um cirurgião que teve que pagar R$ 20 mil de indenização a uma paciente que ficou com os seios deformados.

Os magistrados da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do RS determinaram sentença de 1º Grau. Os Desembargadores entenderam que o cirurgião plástico assume a obrigação de resultado nesses casos de procedimentos estéticos. Ou seja, as fotos apresentadas pela vítima comprovaram que os seios ficaram irregulares e com cicatrizes.

O réu terá que pagar indenização de R$ 5 mil referente ao dano material e R$ 15 mil, por danos morais.

Se você já teve algum problema relacionado a erro médico, entre em contato com um advogado e vá atrás do seus direitos!

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