Viajar no Brasil é uma experiência sem igual. Nosso país possui uma natureza diversa, charmosas cidades históricas e grandes ambientes urbanos.  Seja lá qual for o seu tipo favorito de viagem, o Brasil sem dúvidas tem a atração certa para você!

Ao redor do mundo, o turismo no Brasil é conhecido como uma ótima opção para descobrir alguns dos lugares mais belos e conhecidos do mundo. O Rio de Janeiro, Ilha Grande, a floresta amazônica, as famosas praias do Nordeste e o exuberante Pantanal são alguns dos lugares muito visitados e amados por viajantes de dentro e fora do país.

Apesar de tudo isso, viajar no Brasil ainda reserva muitas surpresas. Alguns dos lugares mais belos e exóticos do país ainda são pouco explorados por aqueles que não abrem mão de uma boa viagem. Por isso, confira nossa seleção de cinco destinos imperdíveis e pouco conhecidos para se visitar no Brasil!

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O exuberante Salto do Utiariti, queda d’água de 98 metros (Créditos: Wikipédia)

Campo novo do Parecis (Mato Grosso)

O Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul são dois grandes centros do ecoturismo no país. Os estados são muito ricos em hidrografia, e por isso abrigam alguns dos locais mais belos e procurados para viajar no Brasil.

Bonito e Nobres são os mais conhecidos e procurados para viagem, mas um novo e maravilhoso destino vem ganhando destaque entre os turistas. Localizada a 391km da capital Cuiabá, Campo Novo dos Parecis é uma cidade cortada por seis rios e possui diversos poços, cachoeiras e corredeiras, muitos deles com águas azuis e cristalinas. Ou seja, um prato cheio para os viajantes!

O que fazer?

Rio Ponte de Pedra – Um verdadeiro paraíso perdido do centro-oeste brasileiro. Com fundo de areia branca e águas absurdamente cristalinas, muitos acreditam estar flutuando ao andar de canoa pelo rio. Chegar lá, porém, exige experiência. Por isso, contrate um guia local e leve muitos mantimentos.

Salto do Utiariti – A impressionante queda de 98 metros no Rio Papagaio não poderia passar despercebida. Por lá é possível praticar rapel e observar as águas incrivelmente cristalinas, já que o banho é proibido.

Balneário Rio Verde – Formado por uma deslumbrante piscina natural de cor turquesa, o balneário fica em uma propriedade particular e, atualmente, tem o custo de R$ 10 a entrada. Por lá existem restaurantes e área de hospedagem. É possível relaxar nas lindas e frias águas do rio, mas quem gosta de aventura também pode praticar rafting ou canoagem no local.

Conhecer as aldeias indígenas – Cerca de 33% do território da cidade é povoado por aldeias indígenas. Para conhecer mais a cultura, adquirir obras artesanais e conhecer as belezas naturais da região, é possível realizar a Rota Parecis, o primeiro roteiro indígena do estado. A experiência dura cerca de dois dias e é preciso contratar uma agência de turismo.

Quanto custa?

Muitas vezes, acreditamos que locais com pouca estrutura turística tendem a ser mais baratos. Em muitos casos, essa é uma verdade. Em locais mais inóspitos e com muitas opções de aventura, porém, muitas vezes é preciso contratar guias locais para auxiliar na exploração, o que acaba encarecendo a viagem.

Entretanto, é importante lembrar que estas pessoas muitas vezes sobrevivem do pouco turismo que existe na região. Além disso, elas estão prestando um papel muito importante na sua viagem – sem elas, provavelmente seria impossível explorar locais tão belos.

A viagem, portanto, pode sair um pouco mais caro do que o imaginado para um local pouco conhecido. Ainda assim, viajar para Campo Novo dos Parecis ainda possui um ótimo custo-benefício.

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O belíssimo Poço Azul, um dos destinos mais procurado na Chapada das Mesas (Créditos: Wikipédia)

Chapada das Mesas (Maranhão)

Ao pensar em turismo no Maranhão, a maioria de nós tem uma resposta automática: os lençóis maranhenses. Entretanto, igualmente imperdível e bem menos requisitado é o Parque Nacional Chapada das Mesas, um verdadeiro tesouro do ecoturismo brasileiro localizado no centro-sul do estado.

O que fazer?

Localizado nos municípios de Carolina, Riachão e Estreito, a Chapada das Mesas encanta turistas com sua variedade de belezas naturais – são dezenas de complexos turísticos com paisagens e cachoeiras incríveis. Além disso, a região também possui formações rochosas impressionantes. Para ajudar, selecionamos as principais atrações da região:

Complexo Poço Azul – O mais famoso destino da Chapada das Mesas. Com uma ótima estrutura para passar o dia, o Complexo possui algumas diversas cachoeiras e piscinas naturais. O local mais cobiçado é o Poço Azul, que recebe o nome pela tonalidade azul e cristalina de suas águas.

Portal da Chapada – É o cartão-postal da região – e não é para menos! A formação rochosa possui uma visão sem igual para o Morro do Chapéu, o mais alto da Chapada, e é o melhor local para assistir ao pôr do sol. Tudo isso sem contar as próprias rochas, que formam uma imagem semelhante ao estado de Tocantins e são um show à parte.

Cachoeira São Romão – A queda d’água de 35 metros é uma das atrações mais imponentes da região. O acesso se dá em grande parte por estrada de chão, o que requer a utilização de um veículo de tração.

Quanto custa?

É possível realizar uma viagem econômica para a Chapada das Mesas, mas ela dificilmente será considerada barata. Como a região sobrevive do turismo, boa parte das atrações é paga.

Além disso, há o fator locomoção - afinal, estamos falando de uma chapada. Um passeio costuma ser distante do outro, o que requer gastos com aluguel de carro + gasolina ou a contratação de uma agência de turismo. Além disso, muitos podem precisar da ajuda de um guia local.

Por isso, uma ida à Chapada das Mesas pode pesar no bolso. Mas convenhamos: com paisagens como essas, vale a pena o esforço!

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Vista da belíssima Ilha do Campeche, em Santa Catarina (Créditos: Flickr/Rodrigo Soldon)

Ilha do Campeche (Santa Catarina)

Famosa entre os habitantes de Santa Catarina, mas ainda pouco conhecida pelo restante do Brasil, a Ilha do Campeche está localizada na capital Florianópolis e possui acesso apenas por barco.

Com tantas atrações, o pequeno paraíso catarinense atrai muitos visitantes. Para sua preservação, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Atualmente, é permitido o acesso de 800 pessoas por dia em um período individual de 4 horas.

Ou seja, com toda a certeza você terá acesso a um paraíso quase exclusivo! Chegue cedo e aproveite.

O que fazer?

Aproveitar a praia – Mar calmo, areia branca e águas cristalinas. Poderíamos estar falando do Caribe, mas essa é a descrição da praia na Ilha do Campeche. O local possui restaurante e uma pequena estrutura, então fique tranquilo: é possível passar várias horas usufruindo desse paraíso catarinense.

Trilha terrestre – Além de desfrutar da praia, quem visita a Ilha do Campeche também pode realizar diversas trilhas na floresta da região. Nela é possível encontrar sítios arqueológicos com inscrições rupestres e diversas outras curiosidades históricas. Isso sem contar, é claro, uma inigualável beleza. Vale lembrar, porém, que é preciso o acompanhamento de guias licenciados.

Trilha subaquática – Linda até debaixo d’água! Com snorkel e um guia licenciado, também é possível realizar mergulhos na região, que contam impressionantes trilhas subaquáticas.

Quanto custa?

A chegada à Ilha do Campeche é simples. Existem acessos em três praias diferentes de Florianópolis e o preço dependerá da escolha de transporte do viajante, variando entre a alta e a baixa temporada.

Além disso, a ilha está localizada na capital de Santa Catarina, o que facilita o acesso para quem vem de longe. Ao longo do ano, fique ligado nas promoções de passagens para Florianópolis – são muitas e, geralmente, com preços bem amigáveis!

No geral, é um passeio com ótimo custo-benefício. Vale a pena já colocar na lista de próximas viagens.

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Pedras gigantes no cenário inóspito de Lajedo de Pai Mateus, na Paraíba (Créditos: Flickr/Guilherme Jofili)

Lajedo de Pai Mateus (Paraíba)

Se você gosta de destinos cheios de simbolismo e misticismo, pode marcar a próxima viagem para o Lajedo de Pai Mateus! O sítio arqueológico localizado no Sertão do Cariri, na Paraíba, possui um aglomerado de centenas de rochas gigantes – algumas com cerca de 4 metros de altura!

Conhecida como a “Roliúde Nordestina”, mais de 30 produções audiovisuais foram gravadas na região, entre eles o filme O Auto da Compadecida (2008). Entretanto, apesar de conhecida por produtoras, o destino ainda é pouco explorado pela população em geral.

O que fazer?

A principal atração da região é caminhar pelo sítio, observar as pedras e admirar o belíssimo pôr do sol da caatinga. Para os apaixonados por história, algumas das pedras possuem pinturas rupestres e por lá já foram encontrados fósseis pré-históricos.

Além disso, é importante saber quem foi Pai Mateus. Reza a lenda que na metade do séc. 18 um curandeiro ermitão fez de uma das grutas o seu lar, chamando-a de Pai Mateus.

Segundo informações do Hotel Fazenda Pai Mateus, neste mesmo abrigo rochoso foram encontradas impressões de pequenas mãos humanas. O fato indica que o local possa ter sido utilizado como o marco de um rito de passagem. Curioso, não?

Quanto custa?

No geral, é uma viagem com custo baixo a médio. Para quem vem de longe, chegar à Paraíba de avião é a melhor opção. A passagem não costuma ser barata, mas boas promoções não são raras. Além disso, este é um dos destinos no Nordeste com as passagens mais em conta.

Para conhecer o sítio arqueológico, a porta de entrada é o município de Cabaceiras, a 200km da capital João Pessoa. De lá até Lajedo são necessários mais 20km. Para adentrar o sítio é preciso pagar uma taxa e estar acompanhado de um guia do Hotel Fazenda Pai Mateus, estadia dos proprietários do terreno em que está localizado o sítio. Portanto, é preciso levantar alguns gastos com carro + gasolina ou com a contratação de uma agência.

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Aventureiros realizam rapel nos paredões do Cânion do Rio Poti (Créditos: Flickr/Equipe Alta Aventura)

Cânion do Rio Poti (Piauí)

Grand Canyon? Que nada! O cânion do Rio Poty enche os olhos de quem quer explorar o turismo no Brasil. Trata-se de um fenômeno formado pela passagem do rio Poti por uma fenda geológica na Serra do Ibiapaba, localizada entre o Piauí e o Ceará.

Apesar de pouco desbravado pelo turismo no Brasil, é impossível questionar a exuberância do cânion. Paredões de aproximadamente 60m de altura circundam a passagem do rio e, em muitos pontos, expõem diversas pinturas rupestres.

O que fazer?

Contratar um guia autorizado e percorrer o Rio Poty de canoa ou caiaque. Aproveite para observar a natureza e ouvir as histórias da cidade, que é permeada de folclores populares!

Além disso, os mais aventureiros podem escolher realizar rapel nos paredões do cânion. Sempre com a autorização e acompanhamento de um guia, é claro. Converse com locais e busque as melhores opções para explorar ao máximo este incrível destino.

Quanto custa?

Por ser um local ainda pouco explorado e poucas opções de atrações sem a necessidade de um guia turístico, o passeio acaba se tornando mais caro. Entretanto, é possível economizar na hospedagem e também na ida até o local.